Meio Ambiente e Fauna: Níveis tróficos ecológicos!

Meio Ambiente e Fauna: Níveis tróficos ecológicos!

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Por Guilherme A. Z. Saciloto

Sempre que pensamos em meio ambiente, também pensamos em ecologia, e no arranjo como estão dispostas as comunidades dentro do sistema. Essa disposição é explicada pelos NÍVEIS TRÓFICOS. Os níveis tróficos são um tipo de classificação disposta pelo modo em que as espécies em geral obtêm seu ganho energético, para garantir assim sua sub-existência no ecossistema. Na classificação dos níveis tróficos encontramos quatro classes, sendo elas: produtores primários, consumidores primários, consumidores secundários e decompositores.

A primeira classe (produtores primários) compreende todos os organismos fotossintetizantes que habitam o planeta, sendo esses organismos as formas vegetais que se encontram no ambiente terrestre (árvores, plantas herbáceas, samambaias, capins, entre outras formas vegetais) e no ambiente marinho (plantas marinhas, as algas unicelulares e as cianobactérias: algas azuis e verdes). Esses organismos retiram sua energia, sintetizando a iluminação solar para transformar essa energia em moléculas essências para sua existência.

A segunda classe, os consumidores primários, é composta por espécies com hábitos alimentares baseados em componentes vegetais, ou seja, espécies que garantem a obtenção de energia a partir do consumo de plantas, e que são chamados de herbívoros. Entre essas espécies podemos destacar os veados, os bovinos, os caprinos, os coelhos e lebres, os cavalos e todas demais espécies que só consomem vegetais (podendo caracterizar a maioria deles como ruminantes).

A terceira classe é composta pelos consumidores secundários, ou seja, os predadores, espécies que predam outras espécies de animais para obter fonte de energia. Essa classe pode ser dividida em duas sub-classes, como predadores primários (que predam diretamente os consumidores primários) e os predadores secundários (que predam outros predadores). Como predadores primários podemos citar o cachorro-do-mato, que preda uma lebre ou pequenos herbívoros. Como predador secundário, podemos citar a onça-pintada que preda tanto herbívoros, como também carnívoros (no caso um jacaré e/ou uma ariranha). Nessa classe também podemos enquadrar os parasitas, que apesar de não matarem suas presas (hospedeiros) instantaneamente, retiram suas energias obtendo fontes do hospedeiro.

Finalizando temos a quarta classe, na qual se enquadram os organismos decompositores. Os decompositores constituem-se de espécies que consomem matéria morta, tanto de origem animal como de origem vegetal. Esses organismos destroem tecidos complexos e moléculas orgânicas, devolvendo ao solo minerais como fósforos e nitrogênio, substancias essências para o desenvolvimento dos produtores primários. Nos decompositores podemos elencar como principais organismos, os fungos e bactérias, porém espécies necrófagas como os urubus, os besouros de estrume, vermes que consomem folhiço do chão da floresta, também são importantes para enquadramento desse grupo e para o ciclo biológico.

Figura 1 – Esquema de cadeia alimentar, o produtor primário é predado até chegar ao predador de topo, e em que todos são decompostos pelos decompositores.

Já que a maior parte da biomassa terrestre é composta por produtores primários (plantas) é normal que exista mais consumidores primários (herbívoros), sendo esses em maior número que os carnívoros primários e sucessivamente os carnívoros secundários. Como a alimentação de determinadas espécies se torna específica e muitas vezes uma espécie compete, consome indivíduos de um nível trófico inferior ao seu e com isso compete com espécies do seu mesmo nível trófico, sendo também predada por espécies de nível trófico acima, foi organizada uma classificação mais complexa dessas comunidades, sendo detalhada como teia alimentar.

Essas espécies envolvidas na teia alimentar consomem praticamente os mesmos recursos de um ambiente, estando elas inseridas em uma guilda de espécies competidoras. Abaixo segue um exemplo de uma Teia Alimentar.

Figura 2 – Esquema de teia alimentar, diversas espécies competem pelo mesmo recurso alimentar, estando todas elas interligadas por uma guilda.

Referência Bibliográfica

PRIMACK, R.B. & E. RODRIGUES. 2001. Biologia da Conservação. Londrina, E. Rodrigues, 328p.

Referência Ilustrações

http://www.coladaweb.com/biologia/ecologia/cadeia-alimentar (texto)

http://www.ajudaalunos.com/cn/capi16.htm (capa)

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