Diário de Classe: Penso, logo centrífugo!

Diário de Classe: Penso, logo centrífugo!

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Por Claudia Zamuner

Disponível em: http://tudo-em-cima.blogspot.com.br/2009_09_01_archive.html

Apesar desta foto mostrar a necessidade de mudar de opinião algumas vezes ou mesmo dar uma volta de 360º em nossos pensamentos, hoje falarei sobre algo bem diferente: força centrífuga e como podemos ensinar nas escolas este tipo de força.

Certo dia preparando a aula do dia seguinte percebi que o capítulo se tratava justamente sobre força centrífuga, ai me veio uma pergunta a cabeça: como providenciar uma visualização desta força dentro de sala de aula sem levar uma centrífuga de roupas ou mesmo uma maquina de lavar? Enquanto meditava uma voz veio da cozinha, minha mãe questionando que “treco estranho” é esse na gaveta de talheres grandes; quando virei a cabeça para ver o que era o monstruoso treco estranho tchããããã era a cestinha da centrífuga de salada!!!! Pronto, sem querer minha mãe conseguiu abrir minha mente.

Popularmente usada como uma fuga do centro, a força centrífuga é uma força que não existe de verdade, não passa de uma interpretação do senso comum para explicar um fenômeno comum. Baseada na primeira lei de Newton, Princípio da Inércia, na qual um corpo em repouso tende permanecer em repouso e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento; a força centrífuga permite ao corpo sair pela tangente num movimento circular (será que é desta teoria que surgiu o ditado “sair pela tangente”?)… enfim, pensando em uma máquina de lavar, ao acionar o ciclo de centrífugação, a roupa molhada tende a “fugir” do centro mas é barrada na parede do tambor da máquina enquanto que a água sai pelos furinhos ali existentes.

Disponível em: http://heitorborbasolucoes.com.br/direcao-defensivacurvas/

Conceito simples de ser entendido quando separamos a centrífuga de salada que temos em casa, algumas folhas de alface um pouco de água; é só girar a alavanca e a mágica está feita!!!

Disponível em: http://www.konsulfree.com.br/centrifuga-salada-verona-pr-1492-268642.htm

Confesso que a partir deste dia comecei a olhar minha cozinha com um olhar mais físico, químico e biológico que somente gastronômico.

 

Abraços, CZ

 

Penso, logo existo” (René Descartes)

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