Materiais táteis e seu uso.

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Imagem: http://sopadenumerosecalculos.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html

O boletim Fapesp publicou no dia 29 de maio deste ano a matéria intitulada: “Ensino de geografia para deficientes visuais”, a qual destaca o desenvolvimento mundial na área da cartografia tátil (área da cartografia responsável pela construção de mapas, maquetes e globos terrestres para pessoas com baixa visão ou cegas) e a deficiência na difusão destes avanços em nosso país.

A alegação para esta lacuna é a de que as tecnologias utilizadas para produzir estes materiais são muito caras e sofisticadas. Dificuldade investigada por cientistas de algumas universidades do Brasil, que trabalham para a superação dos obstáculos enfrentados tanto por alunos ou pessoas cegas ou com baixa visão quanto por professores ou pessoas com visão normal, pesquisas que deram origem a um livro que reúne experiências de grupos brasileiros e chilenos de estudos na área.

Segundo uma das organizadoras a área da cartografia tátil é pouca conhecida na América Latina, mesmo tendo produções desde o início do século 19. Os materiais desenvolvidos possuem elementos que adaptam a linguagem cartográfica visual a linguagem tátil, utilizando para isso: relevo e texturas diferentes, sons e braile para cegos e materiais com cores fortes e letras aumentadas para pessoas com baixa visão.

Estes materiais foram desenvolvidos de modo a permitir que pessoas com visão normal também possam utilizá-los. Facilitando seu uso de modo integrado nas escolas e outros espaços de aprendizagem, como bibliotecas, jogos educativos, …

As ferramentas desenvolvidas poderão auxiliar os alunos no entendimento de noções de espacialização, cartografia e conceitos próprios do ensino de geografia. Alunos que enfrentam barreiras em conteúdos visuais, abstração e outras, independente de serem cegos, com baixa visão, com dificuldade de aprendizagem ou nenhuma barreira. Afinal, não são as barreiras que deveriam determinar as pessoas, mas as oportunidades a elas ofertadas para que possam se desenvolver de modo igualitário.

Uma vez que negar a existência de barreiras é tão ruim quanto negar a deficiência e a necessidade de oferecer oportunidades para que o acesso seja o mais igualitário possível.

Talita Delfino – estagiária do Instituto Aprenda.bio

Referências:
Ensino de geografia para deficientes visuais
http://agencia.fapesp.br/15659

 

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